No final da tarde de um domingo, numa pequeninha cidade do México, uma grande multidão caminhava em direção à única igreja, que ficava em frente de uma linda praça, no centro daquele município.
Logo que a igreja abriu suas portas, os fieis foram se acomodando, e num pequeno espaço de tempo, o templo ficou completamente lotado.
Um pouco antes de começar o culto, ouviu-se de repente um grande reboliço, que chamou a atenção de todos.
Era um bêbado, que trajando vestes preta, exibia uma camisa com franjas nas mangas, uma calça bastante apertada, um cinto com uma enorme fivela e botas meia-cana com saltos altos. E como não fosse bastante, para complemento da sua indumentária, usava um enorme chapéu, também de cor preta.
Esse personagem, apresentava uma fisionomia muito alegre, pois detinha a expressão de um sorriso constante e ostentava um volumoso bigode, cujas pontas eram mui extravagantes.
Assim que ele entrou no templo, caminhava de um lado para outro, e com um andar cadenciado e muito forte, provocando um tremendo barulho, com os saltos das suas botas.
E por onde ia passando, as pessoas que se dirigiam a ele, usavam de muita paciência, e delicadamente lhe falavam: Senõr, el sombrero!
Em reposta aos apelos daquela multidão, ele dirigiu-se ao púlpito, e quando lá chegou, reverenciou a plateia, inclinando-se diante dela, e logo em seguida começou a bradar: Dadas las numerosas petciones, voy a cantar el sombrero!
Antônio Saldanha
Antônio Saldanha
Na minha juventude, alguém de quem não lembro mais ,contou-me uma piada sobre um bêbado que havia entrado numa igreja e que após muito perturbar o bom andamento do culto, ainda queria tirar uma onda de cantor. Hoje, muito anos depois, fiz algumas adaptações no tema central e recontei aquela estória lhe dando uma nova roupagem.
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