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terça-feira, 30 de setembro de 2014

AS TRÊS ÁRVORES".

Havia, numa cidade da Ásia Menor, três pequenas árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes.

A primeira, olhando as estrelas, disse:
Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros.  Para tal, eu até me disponho a ser cortada".

A segunda olhou para o riacho e suspirou:
"Eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas".

A terceira árvore olhou o vale e disse:
"Quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto, que as pessoas ao olharem para mim, levantem seus olhos e pensem em Deus".

Muitos anos se passaram e certo dia vieram três lenhadores e cortaram as três árvores, todas ansiosas em serem transformadas naquilo que sonhavam.  Mas os lenhadores nem sempre costumam ouvir e nem entender de sonhos...  Que pena!

A primeira árvore acabou sendo transformada num coxo de animais, coberto de feno.

A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias.

E a terceira, mesmo sonhando em ficar no alto da montanha, foi cortada em grossas vigas e colocada de lado num depósito.

E todas as três se perguntavam desiludidas e tristes:
"Por que isso?"

Mas, numa certa noite, cheia de luz e de estrelas, onde haviam mil melodias no ar, uma jovem mulher colocou seu neném recém- nascido naquele coxo de animais.  E de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo.

A segunda árvore, anos mais tarde, acabou transportando um homem que acabou dormindo no barco, mas quando a tempestade quase afundou o pequeno barco, o homem levantou e disse ao mar revolto: "Sossegai".  E num relance, a segunda árvore entendeu que estava carregando o Rei dos Céus e da Terra.

Tempos mais tarde, numa sexta-feira, espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela - fora condenado à morte, mesmo sendo inocente.  Logo, sentiu-se horrível e cruel, mas no Domingo o mundo vibrou de alegria, e a terceira árvore entendeu que nela havia sido pregado um homem para a salvação da humanidade, e que as pessoas sempre se lembrariam de Deus e de Seu Filho Jesus Cristo ao olharem para ela.

Todos nós podemos dirigir a Deus as preces mais diversas.  No entanto, todos precisamos saber espera e buscar compreender as respostas de Deus. 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

PORQUE MOLHO O DEDÃO

Um dos meus amigos ia toda  quinta-feira à noite a uma piscina coberta. Sempre via ali um homem que lhe chamava atenção: ele tinha o costume de correr até a água e molhar o dedão do pé.  Depois subia no trampolim mais alto e com um esplêndido salto mergulhava na água. Era um excelente nadador.  Não era de estranhar, pois,  que meu amigo ficasse intrigado com esse costume de molhar o dedão antes de saltar na água.

Um dia tomou coragem e perguntou a razão daquele hábito.  O homem sorriu e respondeu:  "Sim, eu tenho um motivo para fazer isso.  Há alguns anos, eu era professou de natação de um grupo de homens.  Meu trabalho era ensiná-los a nadar e a saltar de trampolim.  Certa noite não conseguia dormir e fui à piscina para nadar um pouco; sendo o professor de natação, eu tinha uma chave para entrar no clube.  Não acendi a luz, porque conhecia bem o lugar.   A luz da lua brilhava através do teto de vidro.  Quando estava sobre o trampolim, vi uma sombra na parede em frente.  Com os meus braços abertos, minha silhueta formava uma magnífica cruz.  Em vez de saltar, fiquei ali parado, contemplando aquela imagem".

O professor de natação continuou:  "Nesse momento, pensei na cruz de Cristo e em seu significado.  Eu não era cristão, mas quando criança aprendi um cântico cujas palavras me vieram á mente e me fizeram recordar que Jesus tinha morrido para nos salvar por meio do seu precioso sangue".

"Não sei quanto tempo fiquei parado sobre o trampolim  com os braços estendidos e nem compreendo por que não pulei na água.  Finalmente, voltei, desci do trampolim e fui até a escada para mergulhar na água.   Desci a escada e os meus pés tocaram o piso duro e liso... na noite anterior, haviam esvaziado a piscina e eu não tinha percebido!"

"Tremi todo e senti um calafrio na espinha.  Se eu tivesse saltado, seria o meu último salto.  Naquela noite, a imagem da cruz  na parede salvou minha vida.  Fiquei tão agradecido a Deus - que em Sua graça me permitiu continuar vivo - que me ajoelhei na beira da piscina.  Tomei consciência de que não somente a minha vida, também a minha alma precisava ser salva.  Para que isso acontecesse, foi necessário outra cruz, aquela que Jesus morreu para nos salvar.  Ele me salvou quando confessei os meus pecados e me entreguei a Ele."

"Naquela noite fui salvo duas vezes.  Agora tenho um corpo sadio, porém o mais importante é que sou eternamente salvo.  Talvez agora você compreenda porque  molho o dedão antes de saltar na água."




terça-feira, 23 de setembro de 2014

O VALOR DA BÍBLIA

 O Valor da Bíblia
Há muitos anos, existiu um homem muito rico que no dia do seu aniversário convocou a criadagem a sua sala para receberem presentes.

    Colocou-os a sua frente na seguinte ordem: cocheiro, jardineiro, cozinheira, arrumadeira e o pequeno mensageiro. Em seguida dirigindo-se a eles, explicou o motivo de os haver chamado até ali e, por fim, fez-lhes uma pergunta, esperando de cada um a sua própria resposta. Essa foi a pergunta feita:

    - O que prefere você receber agora: esta Bíblia ou este valor em dinheiro?
    - Eu gostaria de receber a Bíblia. Respondeu pela ordem o cocheiro.
    - Mas, como não aprendi a ler, o dinheiro me será bastante mais útil!
    Recebeu então a nota, de valor elevado na época, e agradeceu ao patrão. Esse pediu-lhe que permanecesse em seu lugar.
    Era a vez do jardineiro fazer a sua escolha e, escolhendo bem as palavras, falou:
    - Minha mulher está adoentada e por esta razão tenho necessidade do dinheiro; em outra circunstância escolheria, sem
    dúvida, a Bíblia.
    Como aconteceu com o primeiro, ele também permaneceu na sala após receber o valor das mãos do patrão. Agora, pela
    ordem, falaria a cozinheira, que teve tempo de elaborar bem a sua resposta:
    - Eu sei ler, porém, nunca encontro tempo para sequer folhear uma revista; portanto, aceito o dinheiro para comprar um
    vestido novo.
    - Eu já possuo uma Bíblia e não preciso de outra; assim, prefiro o dinheiro. Informou a arrumadeira, em poucas palavras.
    Finalmente, chegou a vez do menino de recados. Sabendo-o bastante necessitado, o patrão adiantou-se em dizer-lhe:
    - Certamente você também ira preferir dinheiro, para comprar uma nova sandália, não é isso, meu rapaz?
    - Muito obrigado pela sugestão. De fato estou precisando muito de um calçado novo, mas vou preferir a Bíblia. Minha mãe  me ensinou que a Palavra de Deus é mais desejável do que o ouro... Disse o pequeno mensageiro.
    Ao receber o bonito volume, o menino feliz o abriu e nisso caiu aos seus pés uma moeda de ouro. Virando outras paginas, foi deparando com outros valores em notas. Vendo isso, os outros criados perceberam o seu erro e envergonhados deixaram o recinto.
    A sós com o menino, disse-lhe comovido o patrão: "Que Deus o abençoe, meu filho, e também a sua mãe, que tão bem o ensinou a valorizar a Palavra de Deus."
Pense agora: "O quê pode ser mais valioso do que a palavra de Deus ?"
Tudo aquilo que nós precisamos, Deus tem e deseja que tenhamos.
A nós, basta  aceitar o que Ele nos oferece...

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O TESTE DA BALANÇA

Uma pobre senhora, com visível ar de derrota estampado em seu rosto, entrou num armazém, aproximou-se do proprietário (conhecido pelo seu jeito grosseiro) e lhe pediu fiado alguns mantimentos.  Ela explicou que seu marido estava muito doente e não podia trabalhar; e que tinha 7 filhos para alimentar.

O dono do armazém zombou dela e pediu que ela se retirasse do seu estabelecimento.  Pensando na necessidade de sua família, ela implorou:  "Por favor senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que eu tiver..."  Ele respondeu que ela não tinha crédito e nem conta na sua loja.  Em pé, no balcão ao lado, um freguês, que assistia à conversa entre os dois, aproximou-se do dono do armazém e lhe disse que deveria dar o que aquela mulher necessitava para sua família por sua conta.

Então, o comerciante, meio relutante, falou para a pobre mulher:  "Você tem uma lista de compras?"  "Sim", respondeu ela.  "Muito bem, coloque sua lista na balança, e o quanto ela pesar, eu lhe darei de mantimentos"  A pobre mulher hesitou por uns instantes e, com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel, escreveu alguma coisa e o depositou suavemente na balança.  Os três ficaram admirados quando o prato da balança com o papel desceu e permaneceu embaixo. Completamente pasmado com o marcador da balança, o comerciante virou-se lentamente para seu freguês e comentou contrariado: "Não posso acreditar!"  O freguês sorriu e o homem começou a colocar os mantimentos no outro prato da balança.  Como a escala da balança não se equilibrava, continuou colocando mais e mais mantimentos, até não caber mais nada.

O comerciante ficou ali parado, olhando para a balança por alguns instantes, tentando entender o que havia acontecido...  Finalmente, ele pegou o pedaço de papel da balança e ficou espantado, pois não era uma lista de compras e sim uma prece que dizia:  "Meu Senhor, tu conheces as minhas necessidades, e eu estou deixando isso em tuas mãos..."  O homem deu as mercadorias para a pobre mulher, no mais completo silêncio; ela agradeceu e deixou o armazém.  O freguês pagou a conta e disse:  "Valeu cada centavo..."  Só mais tarde, o comerciante pode reparar que a balança havia quebrado: entretanto, só Deus sabe o quanto pesa uma oração...

Pr. Josué Gonçalves