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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O TESTE DA BALANÇA

Uma pobre senhora, com visível ar de derrota estampado em seu rosto, entrou num armazém, aproximou-se do proprietário (conhecido pelo seu jeito grosseiro) e lhe pediu fiado alguns mantimentos.  Ela explicou que seu marido estava muito doente e não podia trabalhar; e que tinha 7 filhos para alimentar.

O dono do armazém zombou dela e pediu que ela se retirasse do seu estabelecimento.  Pensando na necessidade de sua família, ela implorou:  "Por favor senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que eu tiver..."  Ele respondeu que ela não tinha crédito e nem conta na sua loja.  Em pé, no balcão ao lado, um freguês, que assistia à conversa entre os dois, aproximou-se do dono do armazém e lhe disse que deveria dar o que aquela mulher necessitava para sua família por sua conta.

Então, o comerciante, meio relutante, falou para a pobre mulher:  "Você tem uma lista de compras?"  "Sim", respondeu ela.  "Muito bem, coloque sua lista na balança, e o quanto ela pesar, eu lhe darei de mantimentos"  A pobre mulher hesitou por uns instantes e, com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel, escreveu alguma coisa e o depositou suavemente na balança.  Os três ficaram admirados quando o prato da balança com o papel desceu e permaneceu embaixo. Completamente pasmado com o marcador da balança, o comerciante virou-se lentamente para seu freguês e comentou contrariado: "Não posso acreditar!"  O freguês sorriu e o homem começou a colocar os mantimentos no outro prato da balança.  Como a escala da balança não se equilibrava, continuou colocando mais e mais mantimentos, até não caber mais nada.

O comerciante ficou ali parado, olhando para a balança por alguns instantes, tentando entender o que havia acontecido...  Finalmente, ele pegou o pedaço de papel da balança e ficou espantado, pois não era uma lista de compras e sim uma prece que dizia:  "Meu Senhor, tu conheces as minhas necessidades, e eu estou deixando isso em tuas mãos..."  O homem deu as mercadorias para a pobre mulher, no mais completo silêncio; ela agradeceu e deixou o armazém.  O freguês pagou a conta e disse:  "Valeu cada centavo..."  Só mais tarde, o comerciante pode reparar que a balança havia quebrado: entretanto, só Deus sabe o quanto pesa uma oração...

Pr. Josué Gonçalves

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